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Livre-se da gordura trans

Porque devemos tirar a gordura trans da nossa mesa.

Ela é capaz de deixar as frituras mais sequinhas, os bolos prontos mais fofinhos, os sorvetes mais espumosos e fazer os chocolates dissolverem na boca, além de facilitar o estoque dos alimentos e oferecer maior validade e preço mais competitivo para alimentos industrializados. Parece perfeita, não é mesmo? Mas essa é a gordura trans, ou ácido graxo transverso, nome científico da substância taxada no mundo inteiro como a "gordura do mal".

Tudo parecia ir muito bem até que cientistas de vários centros de pesquisa mundiais se deram conta que a explosão do consumo de alimentos ricos em gordura hidrogenada, principal fonte da gordura trans, coincidia com uma síndrome que envolvia obesidade abdominal, diabetes, alterações no perfil das gorduras no sangue, hipertensão arterial e maior predisposição às doenças cardiovasculares. Justamente a gordura hidrogenada, que foi pesquisada como uma alternativa ao consumo da gordura saturada do bacon, da banha de porco e da picanha, sabidamente deletérias à saúde.

Aliada às alterações da dinâmica vascular, as gorduras trans também causam elevação do LDL colesterol (colesterol ruim) e redução do fator de proteção cardíaco, o HDL colesterol (colesterol bom). "Esse perfil de gorduras do sangue é extremante aterogênico, coincidente com a maior incidência da doença cardiovascular, principalmente o infarto agudo do miocárdio", afirma a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, diretora-clínica do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

A recomendação para ingestão de gorduras trans é de cerca de 1% do valor calórico total da dieta, o que totaliza cerca de 2 gramas de gordura trans por dia. "Desse total, 1 grama já é proveniente dos alimentos naturais, especialmente carne bovina e laticínios, restando apenas 1 grama para ingerirmos a partir de alimentos industrializados", informa a nutróloga. Nos últimos anos, órgãos reguladores do mundo todo vêm normalizando a ingestão dos alimentos ricos em gorduras trans. Estados Unidos e Brasil saíram na frente, determinando a inclusão no rótulo dos alimentos da quantidade de gordura trans que existe em cada um deles, o que vai possibilitar uma compreensão mais ampla e segura da ingestão de gordura trans. Por isso, fique de olho.

Na verdade, as indústrias de alimentos já começaram a correr contra o tempo para abolir a gordura trans de seus produtos. A Univeler, por exemplo, passou por um processo de adequação, para retirar a gordura trans de sua linha de alimentos. No caso das margarinas fabricadas pela empresa, o processo de hidrogenação total foi substituído por um chamado de interesterificação. Neste processo, ocorre a mistura do óleo (líquido) com uma gordura hidrogenada e totalmente saturada (dura), portanto sem trans. Essa mistura passa por um processo onde os ácidos graxos são reagrupados resultando em uma gordura com consistência adequada para utilização industrial e livre de gorduras trans. "A Unilever tem uma atitude pró-ativa com relação a qualidade dos alimentos, onde ela coloca em prática todo um plano de melhoria alinhada com os guias alimentares, que são as normas que os órgãos de saúde recomendam para uma boa saúde", explica a nutricionista Cynthia Antonaccio, da consultoria Equilibrium, que atende a Unilever.

SERVIÇO:
Citen - Centro Integrado de Terapia Nutricional - Telefone: (11) 5579 1561/5904 3273.