SAC MAPA
Becel
Entenda Becel
Produtos
História da Marca
Receitas
Imprensa
Profissionais de Saúde
Home :: Viva com Saúde :: Do sítio para a mesa
A onda da comida crua

Refeições preparadas sob temperatura máxima de 42 graus viram moda e geram polêmica.

Você já ouviu falar em Raw Food? Em bom português, significa comida crua. Trata-se de um movimento que nasceu na Califórnia (EUA) e que defende o uso de alimentos orgânicos no preparo de refeições cruas ou feitas a temperaturas de, no máximo, 42 graus Celsius.


A onda do Raw Food vem crescendo e ganhando a simpatia de alguns astros de Hollywood, como Demi Moore, Alicia Silverstone e Woody Harrelson. Vários restaurantes badalados nos Estados Unidos estão se especializando em comida crua. Só na Califórnia, há mais de 30 estabelecimentos do gênero. Em Nova York, são 10. O Brasil também já conta com alguns cardápios baseados no crudivorismo no eixo Rio-São Paulo.


Apesar de levar ingredientes crus, preparar uma refeição crudivorista não é tão simples quanto parece. Há pratos que levam mais de 30 horas para serem preparados. Muitos vegetais são desidratados, como a berinjela e o brócolis, o que exige paciência e tempo. Por isso, alguns restaurantes usam desidratadores que consomem muita energia elétrica para acelerar o processo. Uma incoerência na visão de alguns críticos do movimento, já que o Raw Food prega uma alimentação feita sem pressa e sem prejudicar o planeta.


Uma saída mais simples para quem quer incluir alimentos crus na dieta seria usar uma grelha sobre uma panela de barro vazia aquecida em uma espiriteira elétrica (daquelas de camping) acompanhada de um termômetro. Quando a temperatura da panela atingir os 38 graus, é hora de apagar e deixar que o barro conserve o calor. Outra opção para quem mora em regiões onde faz calor é desidratar os alimentos ao sol.


Os adeptos da culinária Raw afirmam que alimentos expostos ao calor excessivo perdem suas enzimas naturais, e o metabolismo de suas calorias é mais lento. Essas enzimas, acreditam, ajudam a digerir o alimento. Além disso, retardam o envelhecimento, aumentam a energia e previnem doenças. Entretanto, essa teoria é polêmica, pois nunca foi comprovada cientificamente.


Segundo a nutricionista Melissa Saikawa Bonesi Imamura, diversas vitaminas e sais minerais, de fato, se perdem durante o cozimento. Ela explica que em frutas, verduras e legumes, as vitaminas que são hidrossolúveis se perdem na água usada para cozinhar. Já as lipossolúveis se dissolvem nas gorduras (no óleo usado em uma fritura, por exemplo). Além disso, a maioria das vitaminas é termossensível, ou seja, se deteriora em altas temperaturas. "Mas isso não chega a ser preocupante. É possível repor essa perda comendo uma fruta ou tomando um suco logo em seguida", afirma.


Melissa lembra que cozinhar os alimentos é importante para garantir a atenuação dos contaminantes e agrotóxicos e, em alguns casos, para estimular a liberação de substâncias benéficas à saúde. Um exemplo disso é a cenoura, que tem o betacaroteno mais disponível quando cozida.


A nutricionista faz um alerta sobre o Raw Food às pessoas com o sistema imunológico comprometido, como soropositivos. "Eles devem fazer exatamente o contrário e utilizar alimentos totalmente cozidos em suas refeições."


Comida crua faz bem


Mesmo que você não queira aderir à onda do Raw Food, sempre é recomendável ingerir alguns alimentos crus, pois são mais ricos em antioxidantes, fibras e fitoquímicos (substâncias protetoras encontradas nas plantas) e mais pobres em gordura e hormônios. Veja as dicas da nutricionista Melissa Saikawa Bonesi Imamura.


• Coma, regularmente, vegetais crus, pois suas fibras contribuem para o funcionamento intestinal;
• É importante acrescentar brotos e sementes germinadas na cozinha do dia-a-dia, pois são ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais;
• Tenha uma alimentação muito variada, incluindo em seu cardápio alimentos fontes de ferro, zinco e vitamina E, além das oleaginosas como castanha, nozes, amêndoas, amendoins e das sementes como as de girassol, linhaça e gergelim;
• E o mais importante: cada pessoa deve seguir um cardápio personalizado que seja compatível aos seus gostos e crenças, sendo que este cardápio deve ser balanceado e suprir todas as suas necessidades diárias.



Serviço
Melissa Saikawa Bonesi Imamura - Nutricionista
(011) 5539-3166

Saiba mais sobre crudivorismo
www.comidaviva.com
www.rawfoodlife.com